Ricardo Herz é violinista, compositor e pesquisador da música brasileira. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu uma linguagem própria para o violino, inspirada na rabeca, na sanfona, no bandolim e em outros instrumentos tradicionais, dialogando com ritmos como baião, choro, frevo e maracatu e incorporando elementos de improvisação e criação contemporânea.
Com 12 álbuns lançados, Ricardo Herz consolidou uma trajetória singular no violino brasileiro. Sua técnica leva ao instrumento o fôlego da sanfona, o ronco da rabeca e as melodias do choro tradicional e moderno. Com influências de Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Egberto Gismonti, Jacob do Bandolim, entre outros, mistura ritmos brasileiros e africanos com o sentido de improvisação do jazz.

Graduado em violino erudito pela USP, iniciou sua formação aos 6 anos na Escola Fukuda, em São Paulo. Estudou também na Berklee College of Music, nos Estados Unidos, e no Centre des Musiques Didier Lockwood, na França. Sua carreira é marcada pela circulação internacional, pela criação de projetos autorais e pela pesquisa contínua em torno do violino popular brasileiro.
Ricardo é vencedor do Prêmio Profissionais da Música em 2021, nas categorias Artista Instrumental e Autor Instrumental, e em 2025 venceu novamente como Artista Instrumental.

De volta ao Brasil desde 2010, vem se apresentando como solista e colaborando com nomes como Yamandú Costa, Dominguinhos, Nelson Ayres, Proveta, Antonio Loureiro, Samuca do Acordeon e Vanille Goovaerts, além de atuar com orquestras e grupos no Brasil e no exterior, como Orquestra Jazz Sinfônica, Sphinx Virtuosi, Orquestra Sinfônica de João Pessoa, Orquestra Municipal de Jundiaí, Grupos de Referência do Projeto Guri, Orquestra Filarmônica de Violas, Orquestra Breusil, Camerata Romeu e Camerata Fukuda.
Entre seus projetos recentes estão o álbum Sonhando o Brasil (2024), com o Ricardo Herz Trio, e Arcos Brasileiros (2026), duo com a violinista e rabequeira francesa Vanille Goovaerts. Sua discografia inclui trabalhos solo, álbuns com o Ricardo Herz Trio, o projeto Nova Música Brasileira para Cordas, gravado com a Camerata Romeu, e discos em duo com artistas como Yamandú Costa, Nelson Ayres, Antonio Loureiro, Vanille Goovaerts e Samuca do Acordeon.
Ricardo também dedica parte de sua trajetória ao ensino e à difusão do violino popular brasileiro, tendo ministrado cursos e workshops em festivais, escolas e instituições no Brasil e no exterior. Em 2017, lançou o primeiro método online dedicado ao violino popular brasileiro, ampliando o acesso a essa linguagem para novas gerações de estudantes e músicos.

“(…) o disco disputa seriamente como um dos melhores lançamentos instrumentais brasileiros do ano”
Irineu Franco Perpétuo
Guia da Folha – Folha de São Paulo – 28/07/12

“Cheio de sensibilidade e virtuosismo, swing e lirismo, Ricardo Herz está colocando os ‘pingos nos is’ na história do violino popular no Brasil! Tudo com muita musicalidade e a característica mais marcante em sua personalidade quando sobe ao palco: carisma! Sucesso de público e crítica”
Hamilton de Holanda

“Ricardo é desses moços que melhor toca ultimamente, toca pra valer. É um ótimo incentivo para a música brasileira, ainda mais por que, além de ser um excelente músico, tem um ‘molho’ único tocando violino no forró.”
Dominguinhos

“Violino Popular Brasileiro é um título mais do que perfeito para o CD do Ricardo Herz. Com uma técnica apurada, passa por baião, forró (às vezes como se fosse rabeca), sambas, chorinhos e canções com autoridade e intimidade absolutas de quem conhece, de fato, o Brasil.”
Edu Lobo
“É de se espantar que o riquíssimo universo músical brasileiro poucas vezes tenha gerado grandes especialistas no violino, instrumento versátil e central na história do ocidente. É também de se espantar, por outro lado, que, mesmo sem uma longa tradição às suas costas, tenha surgido aqui um dos maiores violinistas da música popular mundial, o paulistano Ricardo Herz”
André Domingues – Diário do Comércio – SP- pag 24 – 26/06/12
“A música brasileira, sua especialidade, está aqui magnificamente representada com originalidade graças a seu grande talento de violinista”
Didier Lockwood
